terça-feira, 17 de julho de 2012

A SOCIEDADE DA APRENDIZAGEM E O DESAFIO DE CONVERTER INFORMAÇÃO EM CONHECIMENTO
Atualmente as pessoas fazem várias coisas ao mesmo tempo, isso conduz a um paradoxo: cada vez mais se aprende mais e cada vez mais se fracassa na tentativa de aprender. Precisa–se assim, investir em novas formas de aprender e de conhecimento, atendendo a demanda crescente deste requisito, pois outro mundo é possível onde se tenha prazer de aprender e realmente se aprenda.
Para isso a informatização do conhecimento tornou muito mais proveitoso todos os saberes ao tornar a internet mais acessível a todas as pessoas. Assim, hoje qualquer pessoa informaticamente alfabetizada pode criar e divulgar suas idéias, ou conhecer as idéias de outras pessoas visto que basta apenas disponibilizá-los nas páginas da web. No entanto, deve-se ter o cuidado ao navegar pela paginas da internet, isto porque é necessário ter um olhar crítico para perceber o que é verdadeiro ou falso, o que pode ser verossímil ou inverossímil. Isto requer do leitor novas competências cognitivas.
A escola, neste sentido, já não pode dar conta de todas as informações existentes e necessárias para que um cidadão possa viver “independentemente”. A escola pode, então, ajudar os educandos a terem acesso qualificado às novas tecnologias de informação para que eles possam converter em uma aprendizagem que seja importante para a vida social e na construção do próprio juízo do ponto de vista.
A escola precisa compreender que não pode mais ficar repassando conhecimentos como prontos e acabados, buscando assim formar futuros cidadãos eficazes e autônomos capazes de novas e imprevisíveis demandas de aprendizagem. Para isso é necessário ensinar aos alunos cinco competências importantes no mundo atual: competência para aquisição de informação; competência para a interpretação da informação; competência para analise da informação competência para a compreensão da informação e competência para a comunicação da informação. Portanto, quem não pode ter acesso às múltiplas formas culturais de representação simbólicas socialmente construídas e a informação está socialmente, economicamente e culturalmente empobrecida.
Mas os professores atualmente têm enfrentado problemas para atuar em sala de aula e ensinar tais competências. Isso porque ensinar não é mais como era há anos atrás e a sociedade tem dificuldade de compreender com coerência quais devem ser os objetivos da escola. Assim, o Professor vive uma situação de trabalho difícil e complicada gerada pelas incertezas de fins e objetivos existentes na sociedade.
No entanto, é necessário que se busque uma formação continuada de qualidade na tentativa de suprir tais dificuldades. Esta formação que começa nas escolas de formação inicial deve ser estendida ao longo de toda a vida profissional através de praticas de formação continuada. O professor precisa desenvolver praticas e competências capazes de minimizar ou sanar as dificuldades.
O professor precisa assim desenvolver duas competências básicas: a primeira delas e a de organização. Isto porque o professor e o organizador de aprendizagens, de aprendizagens viam os novos meios informáticos e assim se torna um organizador do ponto de vista da escola que é a organização da turma ou da sala de aula, dos conteúdos, e do seu trabalho pedagógico. A segunda competência é competência da compreensão do conhecimento, pois é necessário saber, conhecer para ensinar.
Para tanto, é necessário que o professor seja reflexivo e pesquisador. Estas práticas são inerentes a profissão do docente e a escola, o próprio professor precisa tentar identificá-las e construir as condições para que elas possam se desenvolver, pois são naturais e essenciais na profissão, ajudando o profissional a compreender-se e compreender os outros nesta difícil tarefa de ensinar.
Porém, não se pode crucificar o professor pela sua atuação, pois não se pode imaginar uma escola perfeita em uma sociedade que poucas coisas funcionam bem. Percebe-se que na sociedade atual, tudo o que não se consegue dar conta e projetado para dentro da escola, sobrecarregando os professores com excesso de missões. É por isso que temos uma escola onde não há respeito, muitas vezes, entre aluno/ professor, professor / aluno, aluno/ sociedade.
O professor pode e deve exigir duas coisas absolutamente essenciais que são: a calma e a tranqüilidade para o exercício de seu trabalho, pois não é possível trabalhar no meio do barulho, da insinuação da crítica e da grosseria. A outra é ter condições de dignidade profissional que passa por condições boas de salário, por questões materiais, por questões de formação e de carreira profissional. Sabendo-se que esta formação deve ser voltada para as exigências do mundo atual e informatizada.
Compreende-se assim que se aprende ao longo da vida desde quando nasce até quando nos tornamos idosos. Salienta-se também, que grande parte de nossos conhecimentos ocorrem quando entramos em contato com o objeto de aprendizagem. Isso ensina que é mais que necessário colocar a criança em contato, quando possível, com a prática, pois assim a aprendizagem ocorre de uma maneira mais prazerosa e objetiva. Essa aprendizagem é possível graças à criação de ambientes adequados e a presença de pessoas que funcionam como agentes que favorecem a construção do conhecimento.
Finalmente é necessário salientar que o papel da escola muitas vezes está desnorteado, seja pelo despreparo dos professores em assimilar e se adequar as novas tendências e tecnologias mundiais, ou pela falta de percepção da sociedade e dos governos em contribuir para que a educação seja eficaz. É necessário que cada segmento da sociedade assuma seu papel e se responsabilize por ele para que não se sobrecarregue a escola com responsabilidades que sejam dela. Talvez assim, a escola possa voltar-se mais significativamente ao seu papel de formar cidadãos conhecedores e capazes de enfrentar o mundo atual com suas tecnologias.

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